Qd se joga um pouco de baseball começamos a perceber que é um desporto que testa os limites da capacidade de foco do ser humano. Qd se está na home plate á espera de um pitch (uma bola lançada pelo pitcher) é uma incógnita saber qual a trajectória da bola se o pitcher tiver alguma qualidade.
Há vários tipos de pitches: fastball, slider, double seam changer e a famigerada curveball.
Os efeitos são conseguidos basicamente com o spin que se dá á bola. A bola de baseball tem umas costuras que permitem a entrada de ar e que estão numa posição que permite alterar os efeitos aerodinâmicos que a bola sofre conforme a posição com que se atira a mesma e a rotação que se lhe dá.
A curveball é atirada com o que se chama topspin, ou seja, vai a rodar "para a frente" no sentido da progressão. Isto cria uma zona de alta pressão no topo da bola que a leva a ser deflectida durante o vôo e altera a trajectória
para baixo. Há a possibilidade (só para pitchers mt dotados) de imprimir rotação horizontal á bola tb o que ainda induz mais um efeito de deslocação horizontal na bola... Resumidamente, é uma bola muito dificil de seguir para se tentar atingir com um taco de baseball. Mas o tema deste post não é o principio físico do movimento da curveball mas sim o principio fisiológico que leva o ser humano a ter muito mais dificuldade do que a aparente inicialmente para seguir a trajectória deste pitch.
Como falamos, a trajectória é contínua e sem acelerações abruptas. No entanto qd se está de frente para a bola o que aparentemente se vê uma uma aceleração mt brusca da bola a meio da trajectória.
O que se passa é que o batedor tem de mudar de visão periférica para visão frontal ou foveal e isto cria uma ilusão de óptica mt interessante. Os investigadores Arthur Shapiro, Zhong-Lin Lu, Emily Knight, and Robert
Ennis ganharam um prémio ao demonstrar este principio como se pode vêr neste link. Vão dár uma vista de olhos ;-) pq é mesmo gráfico e simples de perceber, basicamente há uma animação em que vocês serão sujeitos ao efeito propriamente dito e vão perceber o principio imediatamente.
Se as minhas aulas de física tivessem sido assim....
Abração!!
Há vários tipos de pitches: fastball, slider, double seam changer e a famigerada curveball.
Os efeitos são conseguidos basicamente com o spin que se dá á bola. A bola de baseball tem umas costuras que permitem a entrada de ar e que estão numa posição que permite alterar os efeitos aerodinâmicos que a bola sofre conforme a posição com que se atira a mesma e a rotação que se lhe dá.
A curveball é atirada com o que se chama topspin, ou seja, vai a rodar "para a frente" no sentido da progressão. Isto cria uma zona de alta pressão no topo da bola que a leva a ser deflectida durante o vôo e altera a trajectória
para baixo. Há a possibilidade (só para pitchers mt dotados) de imprimir rotação horizontal á bola tb o que ainda induz mais um efeito de deslocação horizontal na bola... Resumidamente, é uma bola muito dificil de seguir para se tentar atingir com um taco de baseball. Mas o tema deste post não é o principio físico do movimento da curveball mas sim o principio fisiológico que leva o ser humano a ter muito mais dificuldade do que a aparente inicialmente para seguir a trajectória deste pitch.
Como falamos, a trajectória é contínua e sem acelerações abruptas. No entanto qd se está de frente para a bola o que aparentemente se vê uma uma aceleração mt brusca da bola a meio da trajectória.
O que se passa é que o batedor tem de mudar de visão periférica para visão frontal ou foveal e isto cria uma ilusão de óptica mt interessante. Os investigadores Arthur Shapiro, Zhong-Lin Lu, Emily Knight, and Robert
Ennis ganharam um prémio ao demonstrar este principio como se pode vêr neste link. Vão dár uma vista de olhos ;-) pq é mesmo gráfico e simples de perceber, basicamente há uma animação em que vocês serão sujeitos ao efeito propriamente dito e vão perceber o principio imediatamente.
Se as minhas aulas de física tivessem sido assim....
Abração!!
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